Projeto “De Tranças e Histórias” inicia segunda edição com foco em pertencimento, autoestima e educação antirracista

O IFSULDEMINAS – Campus Poços de Caldas iniciou a segunda edição das oficinas do projeto de extensão “De Tranças e Histórias”. A iniciativa propõe o ensino de técnicas de tranças africanas articulado a uma perspectiva antirracista, promovendo reflexões sobre pertencimento, identidade e memória.
Nesta edição, o projeto conta com duas turmas. Os encontros são realizados às segundas-feiras, na Associação Beneficente de Apoio à Comunidade (ABACO), e às sextas-feiras, no Campus Poços de Caldas. A nova edição dá continuidade a uma experiência que teve grande procura e aprovação no ano anterior.
No encontro inicial, a equipe responsável pelo projeto apresentou a proposta das oficinas e falou sobre a atuação do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), incluindo os cursos ofertados pelo Campus Poços de Caldas. As participantes também tiveram a oportunidade de se apresentar e compartilhar suas experiências e relações com as tranças.
Além de ser uma técnica de cuidado ou de beleza, as tranças foram apresentadas como uma prática que carrega histórias e significados construídos ao longo de gerações. A atividade permitiu refletir sobre as relações entre os cabelos, a memória familiar, a identidade, o pertencimento e a autoestima.
Um dos momentos marcantes do encontro foi o depoimento do professor Rodrigo da Silva Pires, que compartilhou com as participantes sua trajetória e contou como iniciou sua carreira como trancista. A experiência pessoal contribuiu para aproximar a dimensão profissional da prática das histórias e dos afetos que atravessam o universo das tranças.
As participantes também compartilharam diferentes motivos que as levaram a integrar o projeto. Entre elas estão professoras da Educação Infantil, que procuram aprimorar seus conhecimentos por pentearem os cabelos de seus alunos; mães, que cuidam dos cabelos dos filhos; além de profissionais que estão ingressando no universo das tranças ou que buscam aperfeiçoamento para o desenvolvimento de suas atividades.
Apesar das diferentes trajetórias, os relatos tiveram um elemento em comum: a relação afetiva com as tranças e com as histórias que elas carregam. Nesse sentido, as oficinas buscam criar um espaço de aprendizagem que ultrapassa o domínio das técnicas, permitindo que as participantes reconheçam e valorizem os aspectos culturais, históricos e sociais relacionados às tranças africanas.
Ao longo das atividades, o projeto pretende fortalecer o diálogo sobre a cultura afro-brasileira e contribuir para práticas educativas antirracistas, aproximando conhecimentos, experiências e histórias que fazem parte da vida das participantes e de suas comunidades.
Confira as fotos da atividade.
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